sábado, 14 de julho de 2012

Brasil irá inaugurar na África fábrica de medicamentos para tratamento da Aids


Fábrica brasileira na África para produção de antirretrovirais será inaugurada ó sábado, 21/07

No próximo dia 21 de julho (sábado) o Brasil, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), irá inaugurar uma fábrica para a produção de antirretrovirais em Maputo, capital de Moçambique, na África.
Foram quatro anos dedicados às etapas de planejamento e construção. A fábrica será capaz de produzir 21 tipos de medicamentos para o combate à aids.  Segundo a Fiocruz, em uma primeira etapa, os medicamentos serão suficientes para atender às necessidades de Moçambique, um dos países com mais alta incidência de aids no mundo, ou seja, um infectado em cada grupo de três habitantes. Mas, em dois anos, a produção será capaz de atender a toda África Subsaariana.
O investimento total no projeto e na construção foi estimado em cerca de R$ 200 milhões. O governo brasileiro contribuiu com a metade deste valor, aproximadamente. Também houve doações de empresas privadas, como a multinacional brasileira Vale, que atua na África nas áreas de mineração e transporte ferroviário.

 Por Thais Noronha (com informações da Agência Brasil)


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Cientistas utilizam energia solar e CO2 e desenvolvem medicamentos nos Estados Unidos

As florestas de nanofios capturam os fótons da luz solar, gerando elétrons que são usados para fixar o CO2, iniciando uma série de reações em cadeia que produzem os elementos básicos de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. [Imagem: Angewandte Chemie]Em São Paulo, 12 de julho de 2012 foi publicado no site http://www.crfsp.org.br/noticias/3589-luz-do-sol.html, o desenvolvimento de medicamentos que utilizam a nanotecnologia.
Cientistas da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, construíram um dispositivo que usa a energia solar para produzir medicamentos. O processo é uma espécie de fotossíntese artificial, que várias equipes estão tentando desenvolver para produzir hidrogênio ou eletricidade.
Os pesquisadores Dunwei Wang e Kian Tan fizeram usaram a energia captada da luz do Sol para induzir reações químicas capazes de sintetizar os componentes básicos de um analgésico e um anti-inflamatório.
Seletividade
Segundo os pesquisadores, a técnica possui a seletividade necessária para produzir compostos orgânicos intermediários necessários para produzir não apenas produtos farmacêuticos, mas também outras substâncias da química fina, de alto valor agregado.
"Há um benefício gigantesco na possibilidade de usar dióxido de carbono e luz para alimentar reações da química orgânica. Isso vai permitir eliminarmos a etapa intermediária de uso de derivados de combustíveis fósseis, substituindo-os pela luz do Sol," disse Kian Tan.
Ataque ao dióxido de carbono
Durante a fotossíntese, as plantas capturam a luz do Sol e usam essa energia e o dióxido de carbono para alimentar as reações químicas das quais dependem para viver.
Os pesquisadores usaram uma malha de nanofios de silício como célula solar. Os elétrons liberados pelos átomos nos nanofios são transferidos para as moléculas orgânicas para induzir as reações químicas. Na demonstração, os elétrons atingiam acetonas aromáticas, que se tornavam ativas, "atacando" e se ligando às moléculas de dióxido de carbono.
A seguir, depois de fixado o CO2, o sistema gera ácidos αhidroxi, que permitiram a criação dos precursores do ibuprofeno e do naproxeno. "O esquema de reação lembra muito de perto a fotossíntese natural, e apresenta um rendimento de 98% e alta seletividade," disseram os pesquisadores.
O feito mereceu a capa da edição de Julho da renomada Angewandte Chemie.
 
Por http://www.crfsp.org.br/noticias/3589-luz-do-sol.html, Assessoria de Comunicação CRF-SP (com informações do site Inovação Tecnológica)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Medicamento Tamiflu, que trata da gripe influenza A (H1N1), já pode ser vendido sem retenção da receita


Medicamento Tamiflu, que trata da gripe influenza A (H1N1) já pode ser vendido sem retenção da receita. É publicado dia, 11 de julho de 2012 em São Paulo que a substância oseltamivir, princípio ativo do medicamento Tamiflu, foi excluído da lista das substâncias sujeitas a controle especial pela Anvisa. O medicamento Tamiflu, indicado para tratamento de gripe influenza A (H1N1), pode ser comprado agora com receita simples, que não fica retida no estabelecimento.

De acordo com o Ministério da Saúde, a determinação tem o objetivo de facilitar o acesso da população ao medicamento por diminuir a burocracia no processo de compra. A orientação é que o tratamento com o remédio seja iniciado o mais rápido possível após o surgimento dos primeiros sintomas, dispensando a necessidade de aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento no caso de pacientes que apresentem síndrome gripal e façam parte dos grupos vulneráveis à doença – gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas.

Pacientes com síndrome gripal e que não pertencem aos grupos de risco devem receber o medicamento quando manifestarem sintomas graves, como falta de ar ou persistência da febre por mais de três dias. Segundo o ministério, o antiviral deve ser tomado nas primeiras 48 horas após o início da doença para atingir a eficácia máxima.

A RDC 39/2012 foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (10/7) e atualiza o Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344/98.

Esse conteúdo foi retirado do site:http://www.crfsp.org.br/noticias/3587-receita-simples-.html

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Instituto Butantan desenvolve anti-inflamatório com substância encontrada no sangue


Butantan está desenvolvendo potente anti-inflamatório com substância do sangueOntem dia 27 de Junho de 2012 foi publicado pela Assessoria de Comunicação CRF-SP que uma pesquisa inédita de um potente medicamento capaz de aliviar dores decorrentes das lesões de nervos e inflamações está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Os primeiros estudos, aplicado em animais, apresentaram ótimos resultados.
A nova plataforma, desenvolvida por pesquisadores do Laboratório de Fisiopatologia visa entender o funcionamento de uma proteína encontrada no sangue, mais precisamente nos glóbulos brancos, chamada ligante de cálcio S100A9.
Os testes iniciais com essa substância mostraram que o medicamento possui boa ação mesmo em baixa dosagem, e uma fácil administração por via oral, o que viabilizaria os custos de produção. Além destas propriedades, a ação da proteína mostrou-se eficaz também no tratamento de lesões agudas e crônicas.
O próximo passo do estudo é avaliar a toxicidade da substância e realizar os primeiros testes em humanos.


Esse conteúdo foi retirado do site:http://www.crfsp.org.br/noticias/3555-novo-anti-inflamatorio.html

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Senado aprova política nacional de combate à pirataria de medicamentos e cosméticos


Medicamentos falsos apreendidos pela Polícia Federal em 2011
São Paulo, 15 de junho de 2012.

O Senado superou na quarta-feira, 13/06, a primeira etapa da criação de uma política nacional de combate à pirataria de produtos submetidos à Vigilância Sanitária. O foco principal é integrar as diversas ações governamentais de enfrentamento da pirataria de produtos que devem passar pelo crivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O Projeto de lei nesse sentido, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Agora, a matéria seguirá para a análise da Câmara dos Deputados.
No Brasil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), a estimativa é que 30% dos produtos à venda no mercado e usados pela população têm origem fraudulenta. A Anvisa, por sua vez, estima esse percentual em 20%.
Os dados foram apresentados pela relatora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Ela lembrou que a Organização Mundial de Saúde estima em 25% o percentual de falsificação ou adulteração de medicamentos vendidos em países em desenvolvimento como Brasil, Turquia, Rússia e Índia.
A relatora citou, por exemplo, a pirataria de cosméticos, que tem características peculiares. “A produção ilegal ocorre dentro das fronteiras do país, em fabriquetas de fundo de quintal ou em pequenos laboratórios”. Ela acrescentou que a produção está mais próxima dos locais de consumo, o que dificulta a interceptação dos produtos. A senadora citou que as denúncias veiculadas recentemente de uso de formol (formaldeído) em cremes para o cabelo trouxeram à tona um pouco da realidade da fabricação e do uso ilegal de cosméticos no Brasil.

Esse conteúdo foi retirado do site:www.crfsp.org.br/noticias/combate-a-pirataria-.html, por Assessoria de Comunicação CRF-SP
Fonte: Agência Brasil

Morte de paciente alérgica à dipirona acende discussão sobre os riscos dos medicamentos isentos de prescrição


A causa da morte teria sido pelo choque anafilatico. A defesa da médica contesta o laudo pericial e sustenta que a jovem sofreu um choque séptico, por conta da inflamação do apêndice
Um recente caso policial amplamente divulgado nos meios de comunicação voltou a chamar atenção sobre o fato de que todo medicamento, mesmo isento de prescrição, representa um risco à saúde. Em 4 de junho, a polícia civil do Mato Grosso do Sul indiciou a médica Caroline Franciscato por homicídio com dolo eventual. Ela é acusada de ter prescrito dipirona à estudante Letícia Gottardi, de 19 anos, que era alérgica ao medicamento e morreu após receber a substância

A vítima foi ao hospital reclamando de dores abdominais no dia 6 de abril e teve um primeiro atendimento no Hospital Darci João Bigaton, em Bonito (MS), ocasião em que foi informado que ela tinha alergia à dipirona e a anotação constava no prontuário da paciente. Letícia recebeu alta naquele mesmo dia, mas passou mal na madrugada do dia 7 de abril. De volta ao hospital, foi atendida pela dra. Caroline, que, mesmo tendo acesso ao prontuário feito no plantão anterior, determinou à equipe de enfermagem aplicação de dipirona. Horas depois, a médica receitou o medicamento pela segunda vez. Letícia morreu por volta das 6h daquele dia.

Segundo a dra. Amouni Mourad, assessora técnica do CRF-SP, “medicamentos como a dipirona podem dar a sensação de inofensividade, por serem isentos de prescrição, mas, como qualquer medicamento, os MIPs têm mecanismos de ação que merecem atenção. Como cada organismo tem suas particularidades, as pessoas reagem de formas distintas à ação desses medicamentos”. Segundo a especialista, as reações alérgicas a medicamentos envolvem a resposta individual entre um composto farmacológico e o sistema imunológico humano, estando relacionadas a alguns fatores determinantes como predisposição genética, sexo, doenças concomitantes e faixa etária.
Diminuindo riscos
Para se evitar erros como este é necessário que o profissional de saúde redobre os cuidados para a análise dos dados do paciente e a assistência farmacêutica é fundamental para a diminuição desses riscos. O farmacêutico tem importante papel por ser o profissional que está sempre atento à farmacologia dos medicamentos e tem condições técnicas para discutir a prescrição com o médico, orientar o paciente e até mesmo identificar uma possível reação gerada pelo medicamento.
Para a dra. Amouni, embora o diagnostico não seja âmbito do farmacêutico, ele está preparado tecnicamente para identificar uma possível reação medicamentosa e proceder os encaminhamentos do paciente aos centros de saúde, hospitais para reversão do quadro. “Um ponto importante nesse caso é o farmacêutico obter o maior numero de informações possível sobre os medicamentos que o paciente está utilizando, saber seu histórico medicamentoso e, principalmente, saber quando começaram as possíveis reações aos medicamentos”.
A assessora técnica aponta ainda que, de acordo com a literatura, os medicamentos que mais causam alergia são analgésicos (ácido acetilsalicílico e o paracetamol), anti-inflamatórios, antibióticos (penicilinas, tetraciclinas, sulfonamidas) e drogas para tratamento da epilepsia (fenitoína).

Esse conteúdo foi retirado do site:http://www.crfsp.org.br/noticias/mip-fatal.html

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Anvisa publica novas regras para protetores solares; prazo de adequação da indústria é de dois anos



Prazo de adequação à RDC 30/12 é de dois anos
Os produtos de proteção solar utilizados pela população brasileira ganharam novas regras para garantir a proteção da pele dos usuários, com a publicação da RDC 30/2012. Uma das principais mudanças é que o valor mínimo do Fator de Proteção Solar (FPS) vai aumentar de 2 para 6 e a proteção contra os raios UVA terá de ser de no mínimo 1/3  do valor do FPS declarado.
O FPS mede a proteção contra os raios UVB, já o FP UVA mede a proteção contra os raios UVA. Para tais comprovações, as metodologias aceitas pela Anvisa foram atualizadas e foi estabelecida uma metodologia específica para a comprovação contra raios UVA, que, até então, não estava definida.
A resolução RDC 30/12 também aumenta os níveis dos testes exigidos para comprovar a eficácia do protetor. Pela norma, alegações, como resistência à água, terão de ser comprovadas por metodologias específicas definidas no novo regulamento. Os fabricantes poderão indicar em seus rótulos as expressões "Resistente à água", "Muito Resistente à água", "Resistente à Água/suor" ou "Resistente à Água/transpiração", desde que comprovem essa característica.
O rótulo dos protetores solares terá mudança ainda em suas informações obrigatórias. A orientação sobre a necessidade de reaplicação será obrigatória para todos os produtos, mesmo aqueles mais resistentes à água. Além disso, fica vedada qualquer alegação de 100% de proteção contra as radiações solares ou a indicação de que o produto não precisa ser reaplicado.
O prazo de adequações dos fabricantes à norma é de dois anos. A nova regra segue os novos parâmetros para protetores solares adotados em todo o Mercosul.